O que deve ser levado em consideração para comprar uma HDTV?

Saiba quais fatores pesquisar antes de comprar uma televisão de alta definição que se encaixe no seu perfil e no seu bolso.

Ano novo, televisão nova. Passado o período de festas de final de ano, muitos consumidores começam a programar as suas compras para o novo ano. O mês de janeiro, em especial, sempre é propício para encontrar promoções em eletroeletrônicos já que muitas lojas aproveitam a época para queimar o estoque que sobrou do ano anterior.
Há também os que preferem esperar, uma vez que a partir do mês de março as novas versões dos produtos começam a chegar ao mercado. Em 2010, ao menos no Brasil, há também outro fato marcante no comércio: em ano de Copa do Mundo, historicamente a venda de aparelhos de televisão cresce nesse período.
Mas com tantas opções no mercado, para todos os tipos de bolsos e gostos, o que levar em consideração na hora de escolher sua nova TV? Preparamos um guia rápido com os principais itens que você deve analisar antes de levar sua nova tela para casa.






Resolução


Um dos primeiros itens que você deve levar em consideração é a resolução do seu aparelho. As duas mais comuns disponíveis hoje no mercado são 1080i (1366 x 768) e 1080p (1920 x 1080). Nesse quesito, prefira sempre a segunda, e as razões são de simples explicação.

A diferença de preço de uma resolução para outra, atualmente, é pequena em relação ao custo total do produto. Ainda que o seu perfil de usuário leve em consideração uma televisão para a programação convencional ou para DVD – características que não sofrem impacto em uma tela de 1080i – seu aparelho ganha uma sobrevida, uma vez que caso você migre para Blu-ray ou uso a TV para jogos já terá um produto 100% adaptado para este fim.

Frequência

A taxa de frequência de uma TV determina o quão rápido será a transição de imagens. O processo não é 100% perceptível para o usuário e quanto maior for a taxa de frequência menor ainda será a percepção desse processo.

Durante a CES 2010 foram apresentados modelos com taxas de até 480 Hz. No Brasil agora que começamos a receber as com taxas de 240 Hz. Porém, entre os produtos mais vendidos, as frequências mais comuns que você irá encontrar são as de 60 Hz e 120 Hz. Ambas dão conta do recado. Se puder, evite produtos com frequências menores, uma vez que já estão um pouco defasados em relação aos últimos lançamentos.


Contraste

Outro ponto importante a ser observado é a taxa de contraste. Esse fator determina como será feita a diferenciação entre cores, em especial entres tons escuros e tons mais claros. Quanto maior a taxa de contraste, melhor será o resultado final da imagem exibida.

Esse fator, inclusive, é ótimo para ilustrar a superioridade das telas LED em relação às telas de LCD. Enquanto os modelos LCD com bom desempenho têm taxa entre 50.000:1 e 100.000:1, as telas de LED disponíveis no mercado chegam a impressionantes 1.000.000:1.

Conexões

Pode parecer um detalhe, mas se certifique de quais conexões o aparelho suporta antes de comprá-lo. Partindo do princípio que todos os modelos mais recentes têm entradas de áudio e vídeo, repare na quantidade de conexões HDMI e se há conexão VGA (suporte para PC).


Os próximos modelos devem começar a circular com entradas HDMI 1.4, mas esta opção ainda está engatinhando por aqui. Conexão USB e para cartões SD também são dois pontos desejáveis de serem levados em consideração. Na dúvida, opte pelos produtos que atendam a todos os requisitos.


Opções complementares

Esta novidade ainda está dando os seus primeiros passos no Brasil, mas durante a CES 2010 uma das tendências dos novos aparelhos é o fato de eles se comportarem como verdadeiros media centers, com Wi-Fi, Bluetooth e acesso à internet.

No Brasil, a previsão de chegada de aparelhos como esses é apenas para o próximo ano e, ainda que estivessem disponíveis hoje, são poucos – para não dizer inexistentes – os serviços online específicos destinados para consumidores brasileiros.

Tamanho de tela

A resposta para esse quesito vai depender muito do tamanho do ambiente em que você planeja instalar o seu aparelho. De nada adianta colocar uma tela de 55 polegadas em uma sala pequena. Você ficará muito próximo à tela e irá perceber de maneira mais acentuada a pixelização da imagem.

O ideal é comprar um aparelho com tamanho compatível com o seu ambiente. Para uma TV de 32 polegadas, recomenda-se uma distância mínima de 2,44 metros. Ficar muito próximo à tela pode causar problemas na visão – como olhos lacrimejantes, cansaço visual e irritação dos olhos – além de dores de cabeça e dores no pescoço.

Tipo de tela

Aqui, depende de quanto você está disposto a gastar e o quanto de qualidade você deseja em sua TV. Os modelos mais comuns são os de Plasma e LCD. Ambos ainda irão reinar por alguns anos no mercado brasileiro. No entanto, aos poucos, as telas de LED, de maior qualidade, começam a dar as caras.

Seu preço, comparado com as demais, ainda é proibitivo, mas tendência é que a diferença diminua. As telas de OLED, AMOLED e mesmo a TV a Laser ainda estão longe de chegar aos lares brasileiros e, pelo menos nos próximos cinco anos, deverão ser apenas meros sonhos de consumo.

O mesmo vale para o 3D. Embora essa seja a tendência para os aparelhos lançados futuramente, a novidade só deve chegar ano que vem no Brasil e, em seguida, levará ainda mais um tempo para conquistar os consumidores.

Estilo

Gosto não se discute e o que é bonito para uns pode não ser para outros. Nesse quesito esteja inteiramente à vontade para seguir o que o seu bom senso mandar. Porém, fica a dica para que você repare no posicionamento das caixas acústicas (o posicionamento frontal é o mais indicado) e na disposição dos conectores.
Prefira aparelhos que têm entradas laterais, além das existentes no verso. Certifique-se também que o manuseio é fácil e, mesmo quando colocada na parede com auxílio de suporte, o acesso às conexões não é prejudicado.


Conclusão

Obviamente que além de todos esses fatores que apresentamos você também deve levar em consideração o preço do produto, já que ele precisa caber em seu orçamento. No entanto vale a pena pesquisar bastante antes de comprar e procurar o aparelho que apresente a melhor relação custo benefício.

É importante observar também itens que já estão em processo avançado de defasagem. Hoje em dia, é quase inadmissível um aparelho maior que 32 polegadas, por exemplo, não ter uma entrada HDMI. Da mesma forma, muitas vezes não vale a pena esperar tanto tempo para comprar um produto que hoje é top de linha.

Quando as TVs de LED forem líderes de vendas, provavelmente algum outro produto mais moderno já estará disponível e o avanço tecnológico, sem dúvida não irá parar tão cedo. Ou seja, vale a pena procurar agora – ou num curto prazo – aquilo que melhor se encaixa no seu bolso e que terá um tempo maior de durabilidade.


Por Wikerson Landim


Fonte : TERRA