Holandesa Philips vai parar de fabricar aparelhos de TV

Empresa vendeu seu braço fabricante de TV em um acordo de joint venture para a chinesa TPV. Só no início deste ano a Philips já havia registrado perdas de € 87 milhões

Depois de anunciar perdas no total de € 87 milhões no início deste ano, o conglomerado eletrônico holandês Philips anunciou que irá parar de fabricar TVs por conta própria já a partir de 2011. O CEO da empresa, Frans van Houten, afirmou nesta segunda-feira (18) que venderá o braço fabricante de televisores da Philips para a chinesa TPV em um acordo de joint venture - ambas as empresas terão controle, com 30% das ações sendo da própria companhia holandesa e 70% da companhia chinesa.

A TPV é uma empresa baseada em Hong Kong considerada uma das líderes no mercado mundial de fabricação de monitores LCD. Por cinco anos, a nova companhia fabricará televisores sob a marca Philips, mas a partir do sexto os holandeses podem vender sua participação integralmente e o nome precisaria mudar. A medida faz parte do objetivo de van Houten, que assumiu no último 1º de abril, de fazer a Philips crescer 2% a mais que a economia mundial por ano até 2015.

Evert Elzinga
FIM DE UMA ERA Depois de mais de 82 anos no mercado de aparelhos de televisão, o novo CEO da Philips, Frans van Houten, afirmou que a empresa parará de fabricar os aparelhos.

“Não é o fim da televisão, mas um novo começo para os aparelhos”, afirmou o CEO ao jornal holandês De Telegraaf. “As atividades (do braço fabricante de TVs) demonstraram perdas pelos quatro últimos anos. Precisávamos pensar em uma solução estrutural para isso”, disse.

Desde 2007, o mercado de televisão já rendeu à Philips uma dívida de cerca de € 1 bilhão. A área de fabricação de aparelhos de TV da empresa, que hoje responde por menos de 10% dos lucros, passou de uma líder mundial no setor, com mais de 10% do mercado internacional, para uma das últimas empresas no ranking de fabricantes, hoje com algo entre 3% e 4% das vendas em todo o mundo.

“Este é um momento bastante delicado”, disse van Houten, que lembrou, porém, que o importante é manter a marca Philips forte e garantir que ela seja sinônimo de qualidade para o consumidor. O executivo garantiu que o acordo dejoint venture está sendo feito nos melhores moldes, e que encontrar uma solução para a crise na indústria de televisores era a maior prioridade da empresa. “Nós acreditamos que a joint venture de 30%/70% com a TPV vai propiciar que voltemos a trazer lucro para a indústria de televisores e que aumentemos o portfolio da Philips nos setores de saúde e bem-estar”, afirmou.

Há anos a empresa holandesa deixou o ramo de televisores em segundo plano e se transformou rapidamente em uma das maiores fabricantes de aparelhos médicos do mundo, além de ser uma grande fabricante de luzes. Depois de anunciado o acordo com a companhia chinesa, a Philips afirmou que não mandará nenhum funcionário embora, e pretende transferir seus 3.600 empregados da fábrica de TVs para Hong Kong.

A Philips não divulgou o valor da transação, mas afirmou que receberia um pagamento da TPV pela joint venture. Nos mercados em que está inserida, a Philips afirmou que continuará operando sob sua própria marca, enquanto que em outros países será representada por empresas locais.

A relação entre a chinesa TPV e a Philips não é nova. A empresa de Hong Kong já representava a holandesa na China e fabricava boa parte de seus monitores de LCD - tanto os de computadores quanto os de televisões. Só no último mês, o lucro da TPV chegou a US$ 163 milhões.

Fonte : Epoca

Como Ex-funcionário de Philips é com muito pesar que Blog esta noticia.

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